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Domingo, 4 de Maio de 2008

Mão Morta fecham capítulo de "Os Cantos de Maldoror"

Os Mão Morta cumpriram ontem à noite o seu último capítulo da fase debruçada sobre os "Cantos de Maldoror", de Isidore Ducasse. Nos últimos 12 meses, a banda de Adolfo Luxúria Canibal levou à cena um espectáculo cénico dedicado à obra literária do final do século XIX, tendo apresentado a criação numa série de salas do país. O último terá começado à hora do fecho desta edição, no Theatro Circo, em Braga.
Ler AQUI artigo na íntegra publicado na edição impressa do JN deste domingo.
publicado por JN às 00:01

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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

A ousadia do "facínora"

Em constante ebulição criativa. Assim parece viver o escritor Valter Hugo Mãe, protagonista da sessão "Quintas de Leitura", que decorreu, anteontem, à noite, no Teatro do Campo Alegre, no Porto. Depois de ter emprestado as suas palavras para letras de diversos músicos - "Disco de cabeceira", de Paulo Praça, é disso exemplo -, chegou a vez do autor de "O remorso de Baltazar Serapião" lançar-se como cantor.  

Acompanhado por António Rafael (teclas) , Miguel Pedro (percussão), músicos da banda Mão Morta, e, ainda, por Henrique Fernandes (contrabaixo), Valter Hugo Mãe estreou-se "a medo e com lata" a interpretar um repertório - inteiramente cantado em português, da autoria dos dois músicos dos Mão Morta - que cedo surpreendeu o público.

O escritor, o falso tímido de voz serena, que iniciou a sessão "Facínoras" a ler um poema de "Bruno" (o seu mais recente livro de poemas, editado unicamente em Espanha), tornou-se, em palco, num artista dominado por uma lírica possante, pronto a derrubar barreiras .

A extensão da voz do Prémio José Saramago, deambulando pela métrica difícil de meia dúzia de canções intimistas, foi vista como a maior "ousadia" da noite.

"Depois de se ter iniciado na poesia, de ter descoberto a prosa e de até ter ganho prémios, de desenhar de uma forma tão instintiva, revela-se agora como cantor. Este homem é genial", confessou a pintora Isabel Lanho.

"Hoje, decidi arriscar um bocadinho mais. Por isso, estou grato aos músicos que me acompanharam, por terem posto o pescoço deles na guilhotina por mim", concluiu o escritor no final da noite.

Na sessão, onde Isaque Ferreira, Pedro Lamares e Adolfo Luxúria Canibal deram corpo aos poemas de Hugo Mãe, destacou-se ainda a apresentação da cantora parisiense Chat.

Canções ao piano - numa atitude concorrente à rebeldia de Regina Spektor e Nouvelle Vague -, a fazer lembrar o melhor da "chanson française".
Marta Neves

publicado por JN às 00:01

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